APLOG - Associação Portuguesa de Logística
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Visita Técnica CTT
28 de fevereiro de 2020
Organização: APLOG
7ª Edição do Programa 5D5E
Lisboa – 3, 4 e 5 de março 2020
Porto – 11 e 12 de março 2020
Organização: APLOG
23º Congresso de Logística
11 e 12 de novembro de 2020
Organização: APLOG
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SESSÕES PLENÁRIAS (1º DIA - Período da Manhã)
Logística em Tempos de Incerteza

Sessão Plenária 1- " Alavancagem económica e financeira através de melhores opções logísticas"

Doutor Daniel Bessa (Cotec), começou por evidenciar a gravidade da recente situação económica a nível nacional e mundial.

Destacando as recentes noticias como factor tranquilizador, criando assim um ambiente psicológico mais favorável. Face a uma crise que se sentia profunda, a intervenção pública (essencialmente por parte dos bancos centrais) veio amenizar a gravidade da situação. Referiu quatro factores relevantes a ter em conta - Prudência, crescimento reduzido, manutenção do desemprego e o agravamento das condições bancárias.

Continuou fazendo referência ao défice das transacções correntes, muito devido ao facto da elevada importação das mercadorias, face à menor exportação das mesmas, porém evidenciou que os serviços e a balança tecnológica em saldo positivo, embora o crescimento seja reduzido, é um crescimento favorável a longo prazo.

Por último, Portugal está a encontrar vocação para uma economia de serviços; apesar desta tendência, será sempre necessário abastecer o mercado interno, o que implica a existência da logística interna.


Sessão Plenária 2- "Que respostas logísticas a eventuais novos paradigmas de negócios"
Nuno Catarino (McKinsey)

As constantes oscilações na actividade económica e na cadeia de valor exigem às empresas o aumento da produtividade e competitividade (posição) no mercado.

De seguida destacam-se as melhores práticas a curto prazo para actuação sobre a tesouraria:

  • Controlo estrito do fundo de maneio liderado pela área financeira (folga financeira);
  • Controlo das despesas de prestação de serviços;
  • Gestão eficiente da capacidade produtiva;
  • Rápida adaptação das redes de distribuição;
  • Aproveitar a volatilidade dos custos de distribuição.

No longo prazo também existe um conjunto de práticas para obter uma performance acima da média. Embora nenhuma empresa domine estas cinco práticas na totalidade, seguir estas indicações possibilita alcançar uma melhoria na actividade da empresa:

  • Alinhamento da cadeia de valor com a estratégia;
  • Segmentação para gerir a competitividade;
  • Rede de distribuição equilibrada e flexível;
  • Planeamento integrado de classe mundial;
  • Gestão do talento focada na responsabilidade.

Diogo Santos (Deloitte)

Nesta apresentação destacou-se que as empresas de topo diferenciam-se das restantes através da sincronização com os parceiros: garantindo a visibilidade sobre a informação: custos logísticos e de produção; a integração tecnológica essencial no transporte e na função de compras; e a colaboração interna e com os parceiros (clientes e fornecedores).

João Henriques (The Boston Consulting Group)

Este orador focou-se na identificação de algumas tendências e desafios na cadeia de abastecimento a longo prazo.

As tendências que se mantêm consistem no inventário gerido pelo fornecedor; na importância da logística inversa; a necessidade de garantir um controlo de qualidade e ainda de assegurar a colaboração entre agentes (como forma de optimizar custos e gerar novas soluções).

No longo prazo (novas tendências) é importante garantir a sustentabilidade das cadeias de abastecimento assegurando que as pressões à mesma proporcionam uma optimização da cadeia (adaptação); é necessário que, face à saturação dos fluxos intercontinentais, se adapte o transporte e as infra-estruturas à necessidade do mercado e se garanta uma melhoria nos fluxos de informação. Por fim, a crescente exigência pela diferenciação implica uma maior complexidade na cadeia, sendo necessário adaptar o modelo de negócio ou substitui-lo por um novo.

Foi também referido que, nestes tempos de incerteza, existe uma maior aproximação da Direcção Logística à Direcção Financeira, pois esta necessita de descobrir oportunidades no processo de racionalização de custos.

Sessão Plenária 3 - Actividades Relacionadas com o País Convidado/Holanda "Um Futuro brilhante para a Agrologística"
Jo van Nunen (Prof. Log. and Inf. Systems- Erasmus Universiteit Rotterdam)

Começou por referir a Agrologística como uma área promissora, efectuando sugestões possíveis de implementação nas empresas de modo a encontrar um equilíbrio entre o lucro, as pessoas e o planeta.

Focou ainda a importância de garantir a disponibilidade do produto, na hora, no local e nas condições pretendidas. A criação de um "fresh corridor" contribui para a expansão da futura área da Agrologística.

A título de conclusão, deixou uma sugestão: seduzir os clientes para optimização dos processos gerando uma recompensa.
Sessão Plenária 4 - Apresentação do Estudo: "Situação da logística em Portugal"
Vítor Carvalho (Conselho Geral APLOG)

Esta apresentação teve como objectivo a explicitação de um estudo realizado pela APLOG, do qual foram retiradas várias conclusões:

Na óptica dos Prestadores de Serviços Logísticos e de Transportes (1ª parte do estudo), os níveis de serviço têm tido uma melhoria bastante significativa, havendo portanto uma evolução positiva no apoio ao cliente, exemplo, as percentagens de reclamações e devoluções continuam a diminuir.

As empresas dizem-se preparadas em relação à maturidade no sector logístico. Por exemplo, 87% das empresas respondentes ao inquérito APLOG, que está na base do estudo, dizem já ter implementado sistemas de gestão de armazenamento e localizações, e que a interacção on-line com os clientes está em constante crescimento.

Outra das conclusões a que se chegou com este estudo foi que, dentro das tendências do mercado, os maiores desafios actuais são os preços dos combustível, o custo de portagens e a dificuldade em repercutir nas tarifas proporcionalmente e atempadamente a evolução destas variáveis.

A segunda parte do estudo está a ser concluída e será reportada publicamente no Seminário APLOG/AEP a realizar em 4 de Novembro na Exponor. Na fase final, o estudo será distribuído pelas empresas respondentes.

Para concluir, o Dr. Vítor Carvalho referiu o facto de acreditar que com este tipo de actividades a APLOG estará a acrescentar valor aos seus associados, dado que há uma grande dificuldade no mercado em fazer comparações ("benchmarking") , missão que a APLOG pode levar a cabo com isenção e rigor.
Actividades APLOG
Elmarie Horloff-Petersen (APICS Europa)

A presente sessão teve inicio com a apresentação da associação APICS ( Association for Operations Management), é a líder mundial e principal fonte de conhecimento em operações de stocks, cadeia de suprimentos, gestão de materiais, compras e logística. Mas, tanto os indivíduos como as empresas têm invocado APICS para a sua formação superior, sendo reconhecidos internacionalmente os seus certificados.

Seguiu-se a entrega de um certificado da APICS efectuada pela oradora que fez a apresentação do tema.
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